Thursday, December 11, 2008

Amor com amor de paga



ááAmor com amor se paga.
Amor de pais não há jamais.
Amor querido, amor batido.
Amores arrufados, amores dobrados.
As sopas e os amores, os primeiros são os melhores.
Escândalo aparta amor.
Filho sem dor, mãe sem amor.
Mais se tira com amor do que com dor.
Mãos frias amores todos os dias.
Mãos frias, coração quente, amor para sempre.
Mãos quentes amores ausentes.
Não há amor como o primeiro.
Não há luar como o de Janeiro nem amor como o primeiro.
No amor, quem foge é o vencedor.
Quem namora pelo fato, leva o Diabo ao contrato.
Quem tem amores, tem dores.
Quem tem sorte ao jogo não tem sorte aos amores.
Velho e namorado, cedo enterrado.

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Friday, April 18, 2008

Estou a ler

Eu estou a ler o livro: os sonhadores de Antonio Mota.
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Thursday, April 17, 2008

Glossário da teatro

Cenário

 

Lugar onde decorre a acção.
O cenário pode ser construído em tela ou em outros materiais e situa o espectador na época e no lugar em que a historia se passa.

 

Comédia

 

Peça de teatro social.
O seu objectivo é fazer rir o espectador.

 

Peça

 

Texto que serve de base á representação.

 

Teatro

 

Lugar onde se representam peças de teatro;
Conjunto das obras dramáticas de um autor ou de um pais;
Arte de representar;
Profissão de actor ou de actriz;
Fingimento.

 

Acção

 

Assunto, enredo, intriga, historia (s) de uma peça de teatro.

 

Acto

 

Cada uma das divisões de uma peça de teatro, que exige mudança de cenário.
Um intervalo marca a passagem de um acto a outro.

 

Actor

 

Aquele que representa uma ou mais personagens numa peça de teatro.

 

Cena

 

Subdivisão de um acto.
Em cada cena, sai uma personagem ou entra outra.

 

Didascálica

 

Indicação cénica que se refere à caracterização (atitudes) das personagens em vários momentos da peça, à sua movimentação em cena (entrada, saída, etc.), aos lugares em que se passa a historia e ao tempo em que ela decorre.

 

Cenógrafo

 

Responsável pela criação/execução dos cenários.
Guarda-roupa

 

Conjunto de trajes que são pertença de uma companhia de teatro para desempenho dos actores em diferentes peças.

 

Papel

 

Parte da peça teatral que compete a cada actor desempenhar.

 

Contra-regra

 

Aquele que marca a entrada dos actores em cena.

 

Deixa

 

Palavra ou palavras do fim da fala de uma personagem, que determinam quando a outra personagem deve iniciar o seu discurso/ a sua fala.

 

Aparte

 

Falas de uma personagem que, segundo as convenções (regras) teatrais, se destinam a ser ouvidas pelo público e não pelas outras personagens.
Bastidores

 

Espaços por de trás e ao lado do palco, fora da vista dos espectadores, onde os actores esperam pela sua entrada e onde se guardam os adereços e outros materiais.

 

Contracenar

 

Representar em contracena.
Contracena significa estar fora da cena principal.
Enquanto algumas personagens dialogam realmente, outras, em contracena, fingem dialogar ara atingir determinado objectivo.

 

Palco

 

Parte do teatro onde os actores representam.

 

Ponto

 

Pessoa que, durante a peça e escondida do público, lê o texto, em voz baixa, aos actores quando eles se esquecem das suas falas.

 

Público

 

Pessoas que assistem á representação de uma peça de teatro.

 

Autor/Dramaturgo

 

Autor de peças.

 

Caracterizador/a

 

Pessoa que caracteriza, que cria no actor uma face consentânea ao papel que ele vai desempenhar.
Vários recursos/materiais são utilizados para alterar uma face.

 

Director/a

 

Responsável máximo por uma companhia de teatro.

 

Encenador/encenação

 

Aquele que idealiza o espectáculo teatral, dirigindo os actores nos seus papeis, levando à cena um texto original ou adaptação de um original.

 

Figurinista

 

Técnico de teatro que se ocupa dos modelos, dos figurinos (vestuário, maquilhagem, penteado e outros complementos).

 

Fotógrafo (fotografia)
Técnico especializado que regista os momentos, as cenas de uma peça de teatro.
Pode acumular com funções de operador de vídeo.

 

Luminotécnico

 

O responsável pela iluminação, pelo efeito das luzes em cena.

 

Produtor (produção)

 

Cargo que tem como objectivo organizar, coordenar a realização de uma obra artística.

 

Sonoplasta (sonoplastia)

 

Pessoa responsável pela selecção e execução dos efeitos acústicos que constituem o fundo sonoro de uma peça de teatro.

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Thursday, April 10, 2008

A cidade Prefeita

Era uma vez, num futuro longínquo, uma cidade quase perfeita.
Não existiam malfeitores ou preguiçosos, não havia poluição, trânsito ou degradação.
Á primeira vista era tudo perfeito.
Na cidade quase perfeita, em frente de cada casa estava uma bandeira.
As bandeiras podiam ser vermelhas, amarelas, brancas ou negras.
E, apesar de não ser obrigatório, fazia parte do senso comum cada habitação ter a sua bandeira.
E porquê?
A bandeira indicava a cor da pele da família que ai vivia.
E por existirem bandeiras quatro cores possíveis é que a cidade era quase perfeita.
Assim pensavam os seus habitantes.
Mas, seria?

 

 

As pessoas de pele branca só gostavam de bandeiras brancas e orgulhavam-se da bandeira que tinham em frente da sua casa.
Da mesma forma pensavam as pessoas de outras cores.
As crianças de cores diferentes não brincavam juntas, os adultos de cores diferentes diziam “olá” e “bom dia”, mas a conversa já não chagava ao “como está?”.
Isto é, na cidade quase perfeita, a cor da bandeira servia para identificar quem eram os possíveis amigos.

 

 

Mas acontecia que, todos os meses, na cidade quase perfeita havia uma reunião com todos os habitantes da cidade.
Era liderada pelo presidente da câmara e realizava-se num edifício do tamanho de dois campos de futebol.
O edifício chamava-se “O Individual”.
Era assim que se procurava manter a quase perfeição da cidade.
O Individual, que tinha apenas uma grande porta, simboliza o poder e a singularidade da cidade.

 

 

Num certo dia de Inverno, caía um forte nevão na cidade quase perfeita, mas nem por isso se adiou a grande reunião.
Encontrava-se a cidade em peso no Individual, quando se ouviu um enorme estrondo, algo de sobrenatural.
Um milésimo de segundo depois, todo o Individual ficou ás escuras, gerou-se o pânico entre as 33000 pessoas que começara numa correria desenfrada para a grande entrada;
Só que a porta não abria.

 

 

Sem ver o seu auditório, o presidente, com sangre frio, apercebeu-se do perigo da situação:
   Nunca na cidade quase perfeita alguém tinha assistido a uma falha de electricidade;
As pessoas atropelavam-se e poderia mesmo haver mortes por esmagamento.
Rapidamente dá a mão á pessoa que estava a seu lado, que por sua vez percebeu a mensagem:
Formou-se um grande cordão humano dentro do Individual.
“Calma, calma, ouviu-se.
Sem olhar á cor da mão em que se segurava, apenas agarrando-a, sabendo que essa mão poderia salvar a sua vida, todos se acalmaram, e a extremidade do cordão ao pé da porá conseguiu arrombá-la.
Lentamente, a multidão saiu do Individual para a neve gélida.
Uma a uma, as pessoas aperceberam-se de que a mão que seguravam não era da sua cor.
No entanto, agarraram-na de igual força.

 

 

 

Dentro do Individual, ás escuras, o cordão humano tinha permitido que as pessoas, uma vez cá fora, se apercebessem de que a sua cidade era quase perfeita.
Até àquele dia, ninguém se tinha apercebido de que uma mão negra, branca, amarela ou vermelha tem a mesma força para agarrar seja ás escuras seja ás claras.

 

 

Este texto alerta para todas as pessoas que sejam racistas.

 

 

 

Joana Rute, 15 anos  

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A boneca Rosa

Era uma vez uma menina que se chamava Maria, que tinha uma boneca, que era cor-de-rosa, e por isso o nome da boneca era Rosa,
A Maria não ia para lado nenhum sem a Rosa.
Rosa não era uma boneca qualquer, ela falava, mas Maria não sabia.
Maria todos os dias sonhava que Rosa era uma menina de verdade.
Rosa só falava quando a Maria estava a dormir, só que Rosa não tinha ninguém para poder falar.
Certo dia, quando a Maria já estava a dormir, Rosa ouviu algo, parecia alguém a falar, era um dos muitos bonecos preferidos de Maria, que se chamava Ken.
Então, Rosa um pouco assustada desceu a cama e foi ter com Ken e perguntou:
Rosa:
- Olá! Como e que te chamas?

 

Ken:
- Sou o Ken e tu?

 

Rosa:
- Eu chamo-me Rosa.

 

Ken:
- Que bonito nome.

 

Rosa:
- Achas? Eu não gosto muito.

 

Ken:
- Claro que acho, condiz com a tua cor e tudo.

 

Ken:
- Desculpa, mas eu estava a brincar.

 

Rosa:
- Não faz mal, já estou habituada a que digam isso.

 

Ken:
- Agora tenho de voltar para a caixa dos brinquedos.

 

Rosa:
- Porquê?

 

Ken:
- Porque está a amanhecer.
Desde ai a Rosa e o Ken todas as noites se falavam.

 

 

Fim!!!

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Thursday, April 3, 2008

se eu fosse apenas…

Se eu fosse apenas uma rosa,
com que prazer me desfolhava,
já que a vida é tão dolorosa
e não te sei dizer mais nada!

 

Se eu fosse apenas água ou vento,
com que prazer me desfaria,
como em teu próprio pensamento
vais desfazendo a mina vida!

 

Perdoa-me causar-te a mágoa
desta humana, amarga demora!
- de ser menos breve do que a água,
mais durável que o vento e a rosa…

Posted by Neia at 12:36:25 | Permalink | No Comments »

Recordação

O rosto erecto
Dá a impressão de inclinado
Por certa graça esplendente
De nobreza.

 

Rio lindo, chama pura
Aparição convergida
Pelos astros espantosos
Deixas-me o corpo o teu corpo
E o desenho da tua alma
Nas minhas mãos escultoras
Deixas-me a voz essa voz
Que guarda vozes no fundo
Dos seus véus de maravilha
Deixas-me véus maravilhas
A confiança na vida
E dois lábios esmagados
Insuportáveis felizes.

Posted by Neia at 12:35:09 | Permalink | No Comments »

queixas de amor

De beijos um cestinho Amor enchia,
E, depostos os duros passadores,
Quais semeiam o trigo os lavradores
Num campo os semeou todos um dia.

 

Daí a pouco com prazer se via
A seara ferver toda em Amores, que os centos rebentam entre as flores,
De que o travesso deus folgava e ria.

 

Eu, que bem por acaso ali me achava,
Um deles colho, e sobre o peito o prendo,
Sem recear o mal que me aguardava:

 

Pois as tenras raízes estendendo,
Pouco a pouco no coração mas crava
Donde novos amores vão nascendo.

Posted by Neia at 12:32:18 | Permalink | No Comments »

Que amor sigo?

Que amor sigo? Que busco? Que desejo?
Que enleo é este vão da fantasia?
Que tive, que perdi, quem me queria?
Quem me faz guerra, contra quem pelejo?

 

Foi por encantamento o meu desejo,
E por sombra passou minha alegria,
Mostrou-me Amor dormindo o que não via,
E eu ceguei do que vi, pois já não vejo.

 

Fez à sua medida o pensamento
Aquela estranha e nova fermosura,
E aquele parecer quase divino.

 

Ou imaginação, sombra ou figura,
É certo e verdadeiro meu tormento,
Eu morro do que vi, do que imagino.

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Friday, March 14, 2008

meu amor meu amor

Meu amor     meu amor
Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento.

 

Meu limão de amargura    meu punhal a crescer
Nós parámos o tempo      não sabemos morrer.
E nascemos       nascemos
Do nosso entristecer.

 

Meu amor    meu amor
Meu pássaro cinzento,
A chorar a lonjura,
Do nosso afastamento.

 

Meu amor    meu amor,
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento
Este mar não tem cura      este céu não tem ar
Nós parámos o vento     não sabemos nadar
E morremos    morremos
Devagar     devagar

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