Friday, March 14, 2008

meu amor meu amor

Meu amor     meu amor
Meu corpo em movimento
Minha voz à procura
Do seu próprio lamento.

 

Meu limão de amargura    meu punhal a crescer
Nós parámos o tempo      não sabemos morrer.
E nascemos       nascemos
Do nosso entristecer.

 

Meu amor    meu amor
Meu pássaro cinzento,
A chorar a lonjura,
Do nosso afastamento.

 

Meu amor    meu amor,
Meu nó de sofrimento
Minha mó de ternura
Minha nau de tormento
Este mar não tem cura      este céu não tem ar
Nós parámos o vento     não sabemos nadar
E morremos    morremos
Devagar     devagar

Posted by Neia at 11:04:06 | Permalink | No Comments »

lua de papel

Se eu cantasse o amor sem resultado ou causa,
Seria mais sensata: chegava-me uma lua de papel,
Um par de braços lisos
Conformados.

 

Se eu cantasse o amor sem causa ou resultado,
Tinha muito mais paz: fingida em luas-cheias,
Seria mais sensata e decerto poeta bem melhor

 

Assim o que resta é lua cheia e trans-
bordar e tridimensional.
A paz a falhar toda
E eu resolvia em causa a insistir papel.
E amor.

Posted by Neia at 10:56:39 | Permalink | No Comments »

Linha de rumo

Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parada…
Olho em redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.

 

Tanto tempo perdido…
Com que saudades o lembro e o bendigo:
Campos e flores
E silvas…

 

Fonte de vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.

 

Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado.
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem pátria e sem amigos,
Adrede.

Posted by Neia at 10:55:34 | Permalink | No Comments »

Com a tua letra

Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento às coisas regulares e irregulares do mundo. Ou também: eu envio o amor Sob a forma de muitos olhos e ouvidos a explorar, a conhecer o mundo. Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo De escuridão do mundo. Porque tudo se escreve com a tua letra.
Posted by Neia at 10:53:33 | Permalink | No Comments »

Thursday, March 13, 2008

Amor perfeito

O tempo seca a beleza,
Seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
Desunido para sempre
Como as areias nas águas.

 

O tempo seca a saudade,
Seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
Vagando seco e vazio
Como estas conchas das praias.

 

O tempo seca o desejo
E suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
Vestígio de musgo humano,
Na densa turfa mortuária.

 

Esperarei pelo tempo com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
Não na terra, Amor-Perfeito.
Num tempo depois das almas.

 

Posted by Neia at 12:46:34 | Permalink | No Comments »

Amor e fogo que arde sem se ve

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

 

É um não querer mais que bem-querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

 

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Posted by Neia at 12:42:35 | Permalink | No Comments »

Amizade

De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro.
Ouvir-te murmurar: - «Espera e confia!»
E sentir converter-se em harmonia;

E que era, dantes, confusão e assombro

Posted by Neia at 12:39:54 | Permalink | No Comments »

Thursday, March 6, 2008

princesa e o chupa-chupa gigante

Era uma vez um reino, e nele havia uma princesa chamada Ema, que tinha um chupa-chupa muito grande.

No reino dizia-se que a princesa Ema, tinha um chupa-chupa gigante, e que tinha poderes mágicos.
A Ema gostava muito desse chupa-chupa, porque lho tinham dado no dia em que ela nasceu, mas o que ela não sabia é que no reino do seu pai havia uma bruxa que lhe queria roubar o chupa-chupa por ele ter poderes mágicos.
Um dia a Ema foi passear, mas desta vez não levou o chupa-chupa, como sempre levara e então a bruxa foi até ao palácio para poder roubar o chupa-chupa.
Mas como um dos poderes dele era adivinhar coisas, já sabia que a bruxa estava a caminho do palácio, ele usou um dos seus poderes, que é poder esconder-se de quem o quer levar.
A bruxa entrou no palácio e foi logo para o quarto da Ema que era onde estava o chupa-chupa.
 O chupa-chupa escondeu-se atrás das cortinas da janela do quarto de Ema.
A bruxa não encontrou o chupa-chupa e foi muito zangada para casa.
Quando viu que a bruxa se tinha ido embora ele voltou para a cama, para que a Ema não desconfia-se que alguém tinha estado no seu quarto, a mexer no chupa-chupa.
Quando a Ema chegou ao palácio o chupa-chupa estava em cima da cama como ela o tinha deixado.
A Ema pegou no chupa-chupa e foi jantar, foi para a sala de jantar e lá estavam os seus pais a sua espera para jantar.
No fim do jantar a Ema foi para o seu quarto contar o seu dia ao chupa-chupa.
A Ema esteve-lhe a contar que conheceu o príncipe do reino vizinho, que se chamava staven, e também lhe contou que passou o dia no parque com ele.
A Ema estava encantada com a beleza do Staven.
De repente bateram a porta, era o rei e a rainha, queriam dar-lhe boa noite.
No dia seguinte a Ema, fazia anos, 16 anos de idade.
A Ema estava felicíssima, porque ia estar com o Staven no dia do seu aniversário.
Mas os seus pais já tinham preparado um passeio para eles os quatro, o rei, a rainha, o chupa-chupa e a princesa Ema.
Quando soube que não ia passar o dia de anos com o Staven, a Ema ficou muito triste.
Mas os pais de Ema, acabaram por irem com ela dar um passeio, e então a Ema foi até ao parque encontrar-se com o príncipe Staven.
Quando chegou ao parque ainda estava lá o staven a sua espera.
A Ema esteve a tarde toda, a falar para o staven, ele já estava convidado para a festa de anos da Ema mas não lhe disse nada, era uma surpresa.
Ao fim da tarde a Ema estava a preparar-se para a sua festa de aniversário.
A festa estava linda, estavam todos os convidados á sua espera.
Ema saiu do quarto e deu de caras com o príncipe Staven.
Ema apareceu na festa de braço dado com o Staven, todos os convidados aplaudiram fortemente, a Ema e ao Staven.
Staven aproveitou o momento para pedir Ema e casamento.
Ema estava ainda mais feliz com o pedido de Staven, e claro aceitou o pedido de Staven.
 Passado um mês Ema e Staven estavam no altar para se casarem.
Ema e Staven foram viver para o seu próprio castelo á beira do mar.
O chupa-chupa foi com a Ema para o seu castelo.

 

E viveram os três felizes para todo o sempre.
       

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