Friday, March 14, 2008

lua de papel

Se eu cantasse o amor sem resultado ou causa,
Seria mais sensata: chegava-me uma lua de papel,
Um par de braços lisos
Conformados.

 

Se eu cantasse o amor sem causa ou resultado,
Tinha muito mais paz: fingida em luas-cheias,
Seria mais sensata e decerto poeta bem melhor

 

Assim o que resta é lua cheia e trans-
bordar e tridimensional.
A paz a falhar toda
E eu resolvia em causa a insistir papel.
E amor.

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Linha de rumo

Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Encontro-me parada…
Olho em redor e vejo inacabado
O meu mundo melhor.

 

Tanto tempo perdido…
Com que saudades o lembro e o bendigo:
Campos e flores
E silvas…

 

Fonte de vida fui. Medito. Ordeno.
Penso o futuro a haver.
E sigo deslumbrado o pensamento
Que se descobre.

 

Quem não me deu Amor, não me deu nada.
Desterrado.
Desterrado prossigo.
E sonho-me sem pátria e sem amigos,
Adrede.

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Com a tua letra

Porque eu amo-te, quer dizer, estou atento às coisas regulares e irregulares do mundo. Ou também: eu envio o amor Sob a forma de muitos olhos e ouvidos a explorar, a conhecer o mundo. Porque eu amo-te, isto é, eu dou cabo De escuridão do mundo. Porque tudo se escreve com a tua letra.
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Thursday, March 13, 2008

Amor perfeito

O tempo seca a beleza,
Seca o amor, seca as palavras.
Deixa tudo solto, leve,
Desunido para sempre
Como as areias nas águas.

 

O tempo seca a saudade,
Seca as lembranças e as lágrimas.
Deixa algum retrato, apenas,
Vagando seco e vazio
Como estas conchas das praias.

 

O tempo seca o desejo
E suas velhas batalhas.
Seca o frágil arabesco,
Vestígio de musgo humano,
Na densa turfa mortuária.

 

Esperarei pelo tempo com suas conquistas áridas.
Esperarei que te seque,
Não na terra, Amor-Perfeito.
Num tempo depois das almas.

 

Posted by Neia at 12:46:34 | Permalink | No Comments »

Amor e fogo que arde sem se ve

Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

 

É um não querer mais que bem-querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que ganha em se perder.

 

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

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Amizade

De mais ninguém, senão de ti, preciso:
Do teu sereno olhar, do teu sorriso,
Da tua mão pousada no meu ombro.
Ouvir-te murmurar: - «Espera e confia!»
E sentir converter-se em harmonia;

E que era, dantes, confusão e assombro

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Thursday, March 6, 2008

princesa e o chupa-chupa gigante

Era uma vez um reino, e nele havia uma princesa chamada Ema, que tinha um chupa-chupa muito grande.

No reino dizia-se que a princesa Ema, tinha um chupa-chupa gigante, e que tinha poderes mágicos.
A Ema gostava muito desse chupa-chupa, porque lho tinham dado no dia em que ela nasceu, mas o que ela não sabia é que no reino do seu pai havia uma bruxa que lhe queria roubar o chupa-chupa por ele ter poderes mágicos.
Um dia a Ema foi passear, mas desta vez não levou o chupa-chupa, como sempre levara e então a bruxa foi até ao palácio para poder roubar o chupa-chupa.
Mas como um dos poderes dele era adivinhar coisas, já sabia que a bruxa estava a caminho do palácio, ele usou um dos seus poderes, que é poder esconder-se de quem o quer levar.
A bruxa entrou no palácio e foi logo para o quarto da Ema que era onde estava o chupa-chupa.
 O chupa-chupa escondeu-se atrás das cortinas da janela do quarto de Ema.
A bruxa não encontrou o chupa-chupa e foi muito zangada para casa.
Quando viu que a bruxa se tinha ido embora ele voltou para a cama, para que a Ema não desconfia-se que alguém tinha estado no seu quarto, a mexer no chupa-chupa.
Quando a Ema chegou ao palácio o chupa-chupa estava em cima da cama como ela o tinha deixado.
A Ema pegou no chupa-chupa e foi jantar, foi para a sala de jantar e lá estavam os seus pais a sua espera para jantar.
No fim do jantar a Ema foi para o seu quarto contar o seu dia ao chupa-chupa.
A Ema esteve-lhe a contar que conheceu o príncipe do reino vizinho, que se chamava staven, e também lhe contou que passou o dia no parque com ele.
A Ema estava encantada com a beleza do Staven.
De repente bateram a porta, era o rei e a rainha, queriam dar-lhe boa noite.
No dia seguinte a Ema, fazia anos, 16 anos de idade.
A Ema estava felicíssima, porque ia estar com o Staven no dia do seu aniversário.
Mas os seus pais já tinham preparado um passeio para eles os quatro, o rei, a rainha, o chupa-chupa e a princesa Ema.
Quando soube que não ia passar o dia de anos com o Staven, a Ema ficou muito triste.
Mas os pais de Ema, acabaram por irem com ela dar um passeio, e então a Ema foi até ao parque encontrar-se com o príncipe Staven.
Quando chegou ao parque ainda estava lá o staven a sua espera.
A Ema esteve a tarde toda, a falar para o staven, ele já estava convidado para a festa de anos da Ema mas não lhe disse nada, era uma surpresa.
Ao fim da tarde a Ema estava a preparar-se para a sua festa de aniversário.
A festa estava linda, estavam todos os convidados á sua espera.
Ema saiu do quarto e deu de caras com o príncipe Staven.
Ema apareceu na festa de braço dado com o Staven, todos os convidados aplaudiram fortemente, a Ema e ao Staven.
Staven aproveitou o momento para pedir Ema e casamento.
Ema estava ainda mais feliz com o pedido de Staven, e claro aceitou o pedido de Staven.
 Passado um mês Ema e Staven estavam no altar para se casarem.
Ema e Staven foram viver para o seu próprio castelo á beira do mar.
O chupa-chupa foi com a Ema para o seu castelo.

 

E viveram os três felizes para todo o sempre.
       

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Tuesday, February 12, 2008

a menina perdida

Um dia uma menina chamada Inês que tinha 8 anos, estava na escola, e de repente batem a porta, era a tia da Inês: - Posso senhor professor? Perguntou a tia da Inês. - Claro. Disse o professor. - Queria saber se posso levar a Inês ou a aula está quase a acabar? Perguntou a tia da Inês. - Pode, faltam 2 horas para a aula acabar. Respondeu o professor. - Mas Passa-se alguma coisa. Perguntou o professor. - Sim, mas agora não lhe posso contar. Respondeu a tia da Inês. - Inês querida, arruma as tuas coisas vamos embora. Disse a tia para a Inês. - Mas tia … eu estava a gostar tanto desta aula. Disse a Inês. - Mas tens de te ir embora. Disse a tia. A Inês foi-se embora, mas muito contrariada. Quando chegou a casa.: - Onde está a minha mãe e o meu pai? Perguntou a Inês. - Querida…. Os teus pais tiveram um acidente. Respondeu a tia. - Um acidente? Mas como é que isso aconteceu? Perguntou a Inês muito preocupada. A Inês era muito apegada aos pais, só ia para a escola porque sabia que tinha de estudar para poder ter uma boa profissão quando fosse grande. - Sim um acidente. Um camião chocou contra o carro dos teus países. - E eu onde estão eu quero velos. Disse a Inês. - O s teus pais morreram. Disse a tia da Inês. - Como? Perguntou a Inês. - Foi isso mesmo que tu acabaste de ouvir. Respondeu a tia da Inês. - Mas tia madalena eu ainda sou muito pequena para ficar sem os meus pais. Disse a Inês. - Mas Inês ninguém teve culpa do acidente. Disse a madalena. A Inês não queria acreditar que os seus pais tinham morrido num acidente de automóvel. No dia seguinte a madalena, foi acordar a Inês mas ela não estava lá. Madalena procurou a Inês por toda a casa, mas não a encontrou. A Inês foi para o lugar onde ia com a mãe quando estava triste ou magoada com alguém. A Madalena foi ter com ela, a Inês estava muito revoltada com a morte dos pais. - Tia, porquê que tinham de ser os meus pais a morrer? perguntou a Inês com os olhos cheios de lágrimas. - Não sei, minha querida. Respondeu a sua tia. A Inês foi ao enterro apesar de a sua tia lhe ter dito para não ir, ela insistiu e foi, queria despedir-se dos seus pais. No dia a seguir ao enterro a Inês desapareceu de casa, todos andaram a procura dela durante dias, policia familiares e amigos, foram a todos os lugares que Inês, costumava frequentar. Nunca mais se viu a Inês, desde aquele dia. Ainda hoje se pensa que a Inês foi ter com os seus pais, onde quer que eles estejam.
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Friday, January 25, 2008

explosão na ilha de speranza

Relato da Explosão Sexta-feira entrou na gruta, e foi instalar-se no lugar mais fundo dela, que era onde Robinson se refugiava. Sexta-feira levava consigo o barril de tabaco e o cachimbo.(pág.64)
Nesse dia Robinson desceu á beira mar para inspeccionar as redes colocadas no fundo e que o mar acabava de descobrir.(pág.64)
Robinson chegou mais cedo que o previsto, deu pela falta do barril de tabaco e o cachimbo. Sexta-feira preparava-se para o castigo que o esperava, subiu um pouco mas lembrou-se que não podia levar o cachimbo, por isso atirou-o para o fundo da gruta onde estavam os barris de pólvora.(pág.64)
Sexta-feira vai ao encontro de Robinson que está furioso, Robinson levantou o chicote e é nesse momento que os barris de pólvora rebentam.(pág.65)
Consequências da explosão Mais tarde, Robinson acorda, e sexta-feira tenta dar-lhe um pouco de água, e ao levantar-se partes da sua roupa caem por terra. Não tinha nenhum ferimento, mas a sua barba ruiva estava um pouco queimada.(pág.66)
Robinson já está de pé quando á outra explosão, e eles voltaram a cair por terra, e uma chuva de pedregulhos e raízes abateu-se sobre eles.(pág.66)
A noite já caia quando eles encontraram o cadáver de Ten junto a uma arvore.(pág.67)
 Robinson olhando para o luar lembrou-se de todas as suas obras: os animais domesticados, a casa, o calendário, o templo, o banco tudo se perdera na explosão.(pág.67)
A partir desse dia Robinson nunca mais tratou sexta-feira como um criado, mas sim como um amigo.
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Thursday, January 24, 2008

o mundo perfeito

Era uma vez um rapaz que se chamava Miguel que sonhou que estava num mundo perfeito. Numa noite tive um sonho, sonhei que tinha estado num mundo muito diferente do meu. Não havia carros nem qualquer outra coisa que pudesse poluir o ambiente, era um mundo perfeito. Eu estava a procura de alguém para me poder dizer onde é que eu estava. Encontrei um rapaz que estava sentado num banco num parque lindo, cheio de flores e árvores, e perguntei-lhe: - Desculpa estar a incomodar, mas podes dizer-me onde estou? Perguntou o Miguel. O rapaz sorriu-lhe e respondeu-lhe: - Claro. Estás no mundo perfeito, onde tudo é perfeito. Respondeu o rapaz. O Miguel estava baralhado. - Posso saber o teu nome? Perguntou o Miguel. - Sou o Pedro. Respondeu o Pedro. - E tu? Perguntou o Pedro. - Eu sou o Miguel. -não sei como é que eu vim parar a este lugar. Disse o Miguel. - Eu sei. Disse o Pedro. - Como? Perguntou o Miguel. - É fácil vieste através de um sonho. Disse o Pedro. - E como é que eu saio daqui? Perguntou o Miguel. - Olha Miguel, como não sei, mas quando sei. Respondeu o Pedro. - Quando? Perguntou o Miguel. - Quando tu quiseres. - É só acordares do sonho, ou alguém te acordar, é fácil não é? Perguntou o Pedro. - Parece que é muito fácil. Respondeu o Miguel. - Mas eu sou muito dorminhoco, e os meus pais deixam-me dormir até tarde. Disse o Miguel. - Deixa lá. - Se não acordares hoje, acordas daqui a uns dias ou a umas horas. Disse o Pedro. - Mas eu tenho de ir para os treinos de futebol muito cedo. Disse o Miguel. - Não sei se vais ir aos treinos, não vais conseguir acordar. - Olha para mim, estou aqui á uns 3 ou 4 dias, e não acordo, porque este mundo é muito fixe, não tens a poluição que tens no mundo onde moramos. - Eu sou muito dorminhoco, e por isso não acordo tão facilmente. Disse o Pedro. - E os teus pais não te acordam? Perguntou o Miguel. - Eu não tenho família vivo na rua. Respondeu o Pedro. - Desculpa, não imaginava que… disse o Miguel. O Miguel estava muito envergonhado por ver como o Pedro estava triste quando lhe perguntou se tinha pais. - Não faz mal. Disse o Pedro. - Já estou habituado a que todas as pessoas me olhem como se eu fosse uma pessoa diferente de todas as outras. - Eu não acho nada, acho que tu és ainda melhor de que qualquer pessoa que tenha família. - És uma pessoa que não tens maldade dentro de ti, que gostas de ajudar os outros. Disse o Miguel para o fazer com que o Pedro fica-se mais animado. - Podemos ser amigos, a partir de agora? Perguntou o Pedro. - Claro que sim, a partir de agora vamos ser os melhores amigos. Respondeu o Miguel. O Pedro estava muito feliz por saber que tinha ganho um amigo de verdade, e por saber que o Miguel não era amigo dele por pena mas sim porque gosta dele como amigo. De repente aparece uma rapariga, mais ou menos da idade deles. - Desculpem estar a incomodar, mas podem dizer-me onde estou? Perguntou a rapariga. - Sim, estás no mundo perfeito. Responderam os dois ao mesmo tempo. Ela riu-se. - De que te estás a rir? Perguntaram os dois. - Estou a rir-me de vocês. Disse ela. - Podemos saber o teu nome? Perguntaram eles. - Sou a Matilde, e vocês como se chamam? Perguntou a Matilde. - Eu sou o Pedro. - E eu sou o Miguel. - Vocês estão aqui a muito tempo? Perguntou a Matilde. - Eu estou á 3 ou 4 dias. Disse o Pedro. - Eu cheguei á umas horas. Disse o Miguel. - Como é que eu saio daqui? Perguntou a Matilde. - Quando te acordarem. Disse o Miguel. - E se não me acordarem? Perguntou ela. - Não tens pais? Perguntou o Miguel. - Tenho,mas quase nunca estou com eles. Respondeu ela. - Porquê? Perguntou o Pedro. - Porque eles estão sempre muito ocupados. Respondeu a Matilde. -A minha mãe é estilista em paris e o meu pai e piloto de aviões, por isso quase nunca estou com eles. Disse ela. - Vives em Portugal? Perguntou o Miguel. - Sim, vivo com a minha avó. Respondeu ela. O Pedro e o Miguel estavam a adorar ter mais uma amiga naquele mundo que só tinha coisas lindas que o mundo deles não tinha. Passados uns dias no mundo perfeito, os três já tinham conhecido todos lugares que existiam no mundo perfeito. O Pedro, a Matilde e o Miguel tornaram-se os melhores amigos, pena era que o sonho um dia iria acabar. - Desculpem interromper a brincadeira que nós estávamos a fazer mas acho que estou a crer acordar. Disse o Pedro. -Então adeus Pedro adorei conhecer-te. Disse a Matilde. - Eu digo o mesmo Pedro gostei muito de te conhecer. Disse o Miguel. - Adeus aos dois. Disse o Pedro muito contente por ter feito dois amigos. - Adeus Pedro. Disseram os dois em coro. De repente o Pedro desapareceu. - Acho melhor nós nos despedirmos, porque está a chagar a nossa hora de nos irmos embora também. Disse a Matilde com um ar muito triste. - Não fiques triste Matilde se calhar podemos vir cá todos outra vez. Disse o Miguel para consolar a Matilde. - Olha adeus Matilde também estou a crer acordar. Disse o Miguel. -Eu também estou a crer acordar Miguel. Disse a Matilde. - Adorei conhecer-te Matilde. Disse o Miguel. - Eu também adorei conhecer-te Miguel. Disse a Matilde. E de repente desapareceram os dois e o mundo perfeito ficou sem ninguém para o habitar ou brincar. Quando acordei uns dias depois estavam os meus pais preocupados, prontos para telefonar para um médico para me vir examinar. Acordei e fiquei a pensar no sonho lindo que tive. Na noite a seguir sonhei outra vez com o mundo perfeito, e lá estavam a Matilde e o Pedro, á minha espera. O Miguel todas as noites estava no mundo perfeito com o Pedro e a Matilde.
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